sexta-feira, 16 de agosto de 2013



CEVA ANTES CERVANTES
Olinto Simões

"Quando se sonha sozinho é apenas um sonho.
Quando se sonha juntos é o começo da realidade".

Foi-se o tempo em que alguém lia,
E de cada boa leitura criaria,
Sentimento insano..., em desvairia,
E a sonhos loucos bastaria,
As lições de Puro e Vivo Amor,
Da Busca de encontrar a Paz,
Na procura Da Boa Justiça.

Numa cavalhada solitária
Saía pelo mundo o cavaleiro,
Em luta por valores Antigos,
Hoje modernamente desconhecidos.

"À força de tanto ler e imaginar,
fui me distanciando da realidade
ao ponto de já não poder distinguir
em que dimensão vivo"

Os tempos são outros.

Moinhos de vento,
Agora são usinas eólicas,
Rocinante é carro velho,
Sancho - (Escudeiro fiel) - poucos,
Panças – (Grandes) – muitas,
A Dulcineia é Drag Queen,
Quixote é chamado de Pixote.

Sonhadores não mais existem,
Há uma realidade cruel.

Mesquinhos se fazem ao vento,
Com vivências dólicas,
Para as quais não há espelho,
Com ouvidos moucos,
Idades loucas em versões Teen,
Que como serpentes dão os botes.
E que se cuide...,
Quem não tiver escudeiro fiel.
"Quem perde seus bens perde muito;
quem perde um amigo perde mais;
mas quem perde a coragem perde tudo".

E surge um novo sonhador.

Eis-me sonhando sozinho,
Vivendo meu sonho..., intensidade,
Difícil está continuar a ser Poeta,
Neste mundo de iniquidade.

Escrevo e ninguém me lê...,
E minha leitura é boa, germinaria...,
A meus sentimentos não engano...,
De tudo que fiz nada desfaria...,
E a meu sonho louco bastaria...,
Saber como não sentir mais dor...,
Nesse mundo de quem nada faz...,
Mas, sempre alimenta a cobiça.

E sigo eu Poeta uma vida solitária,
Saio pelo mundo..., andarilho,
Pois guardo valores antigos.

Amor e desejo são coisas diferentes.
Nem tudo o que se ama se deseja
e nem tudo o que se deseja se ama.

Amo meus escritos
E os de Poetas outros,
Palavras jogadas ao vento,
Contudo..., não ao relento...,
Mas, na literatura bucólica,
Numa poética de brilho,
A minha voz não se faz pouca,
E a ideia me faz bem,
A rima me é Dom,
E a felicidade é meu dote.

Sim..., sou um novo Quixote.

Meu desejo é poetar...,
Amo tudo que tenho...,
Em matéria de amar...,
Me arroubo com empenho...,
Como Quixote a guerrear...,
Com inimigos que são meus...,
Em meus pensamentos a cevar...,

E para romance escrever,
Sem parar de poetar,
Grito por socorro a Cervantes,
Mas peço com muita humildade,
Que a ajuda que me for dar...,
Seja suave e bastante terna...,
Portanto..., ceva antes..., viu Cervantes.

3 comentários:

Vanice Ferreira disse...

Oi Olinto, belíssimo! Imaginei as cenas e sons... Parabéns, lindo Blog!Abraços, Van.

Olinto A. Simões disse...

Grato por suas palavras, Vanice. Jinhos

Olinto A. Simões disse...

Grato por suas palavras, Vanice. Jinhos